terça-feira, fevereiro 13, 2007

Da ordem inversa aos acontecimentos...


Das coisas de música que prenderam a atenção, começo pela segunda-feira (12/02), com o convite do novo diretor de música da Funceb (Fundação Cultural do Estado da Bahia), Gilberto Monte (Tara Code, Eletrocooperativa) para um bate-papo sobre o panorama atual da cultura musical do Estado, no Encontro Setorial de Música.

Não deu pra ir, porém destaco quão válido pode ter sido o evento, principalmente por aproximar poder público com quem realmente produz música e que com certeza teria muita contribuição a dar no tocante à política cultural baiana a ser agora desenvolvida.

Ponto para Gilberto Monte!

A classe de músicos, produtores, críticos e público agradece.


No domingo...

Não resisti ao convite de Théo (& os Irmãos da Bailarina) e Ed (O vestido preto de Valentina) para aparecer no projeto "Não Largo da Soledade", por eles encampado. A idéia é tomar a Praça da Soledade (Lapinha) de rock, poesia, exibição de filmes (e o que mais ocorrer) para o público das redondezas e de forma gratuita.






O lance de promoção de arte fora dos tradicionais pontos monopolizadores me agrada desde sempre. E também testemunhar a boa acolhida do público foi um alento.
É sempre aos domingo, 17hs. Em meio a crianças no parquinho, vendedores de hot dog e caipirosca, ou seja, nada há de mais popular. O projeto dá uma parada pro carnaval, mas tende seguir sempre com bandas locais.

Domingo rolou a banda Orbitais 5 do bairro da Liberdade com seu rock morninho de brincadeira, algo mais próximo a Djavan, de quem, aliás, fizeram um cover.

Na sequência Theo & os Irmãos da Bailarina, com novo baixista, mostrando toda força das interpretações de Theo. Ao fundo exibição num telão de A Idade da Terra, um dos últimos filmes de Glauber (Rock?) Rocha.





Uma parada: recitais de poetas dos bairros circunvizinhos tomam de assalto a Pça da Soledade. Sobem ao palco uns três e para minha surpresa, todos bem-quistos, aclamados pelo público.
A luz azul vinda de lá e agora gera uma expectativa sem igual, era a dupla o vestido preto de Valentina, há um bom tempo sem tocar na cidade, que faz um show em sombras a partir do telão. Eu confesso curiosidade, porque Ed e Deo prometem surpresas, mas ainda não mostraram todas músicas de seu novo trabalho, ainda assim, foi bom matar as saudades das canções de que sou fã, fora o hit O Pinto que sempre causa grande comoção à platéia.







Sábado...

Meio doente, não queria sair de casa. Acontece que era a estréia da Futchers, show da Matiz, Machina e a mineira Cold Eaten Plate e a convite de bons amigos. O negócio era descansar bastante durante o dia e me medicar pra operar em pelo menos 50% à noite. E assim foi.

Show para uma Zauber quase vazia, fazer o quê se ocorriam outras festas de rock cidade à fora? Lamentar.


Lamentei por Mariana (a vocalista da Matiz) também não estar com a melhor voz, igualmente vitimada pela gripe que esses turistas trazem à cidade. Ainda assim o show rolou legal, não tem como não ser assim pra quem gosta muito da banda, das canções...
Sobra tempo pra lamentar a Matiz ter tirado Françoise Hardy do repertório, Tous les garçons et les filles é uma música muito bacana.



Machina sobe ao palco pra mandar rock do bom, enérgico, sem frescuras. O que eu ressalvo é que eles são bem melhores nas músicas deles que nos covers, quero dizer, eu prefiro. O público pedia muito Mc5 e não é que eles respondem com Ramblin' Rose?! Os presentes vão ao delírio! A noite começa a esquentar!
Parece que a Machina vai dar um tempo nos palcos, então se você perdeu, vai ter que esperar

Acho que foi uma excelente introdução para a estreante Futchers. Sobem ao palco Rodrigo Chagas, o baterista Léo e outro guitarrista Rogério, já que dois integrantes da Machina também compõem a banda: Geanderson e o baixista Madd. Notei que as pessoas ficaram um tanto atônitas; pois as guitarras bem pareciam metralhadoras, O vocal aparecia rasgando o ambiente, o baixo dava um tom soturno e bom, da criativa bateria eu já falei em outra postagem.

A Cold Eaten Plate sobe pra fechar a noite. Banda forasteira, som subliminarmente calcado no blues, mas bem explicitamente parecido ao feito em Seattle, plena década passada. Trata-se de um trio: Devou (voz e guitarra), James (baixista), e Alf (baterista) toca rock cantado em inglês.


A banda produziu uma espécie de transe no público que começou a responder ao som com coreografias engraçadas, simulando um bába e por fim alguns se empolgaram tanto ao ponto de tirarem a roupa e encenar libidinagens. Louco!
Chamou atenção também a linda guitarra artesanal de Devou e a pegada indie do baterista.
E assim acabou (começou?) mais um fim de semana rock soteropolitano.
* fotos de domingo feitas por Laryne, de sábado com arquivos da banda Matiz e Machina.

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

eu só quero ver o q gilberto monte vai fazer pela musica alternativa baiana, principalmente o rock. porque se ficar nessa de jerônimo e inclusão cultural de grupos folclore fulêro do interior. vai ficar é tudo na merda de sempre. assim de antecedencia não boto fé nenhuma. eu quero é ver o ôco.

20:16  
Anonymous Anônimo said...

Hey, passando p dar as caras de novo, tô ligada aqui em..
A materia da parada do zauber ficou bem legal, inclusive roubei as fotinhas! :o
Depois boto os creditos do seu blog!

Hey, quer dizer q vc ta ligada nessa parada do largo da Soledade, eu moro ali perto, quiser parar p tomar um copinho de água p descançar viu! hehehe..
Mas eh isso ai, hey, dia 03.03 vai ter um evento bem legal, dia 16 tem MOPTOP e dia 10 tem MONTAGE, ta ligada?
hey.. me add no msn: nayeee_moura@hotmail.com


Bjão e é nós!

23:56  
Anonymous Anônimo said...

Ouuuiééé!!

Uma cena bunita se faz é assim... com muito movimento!!

00:26  
Blogger Alfredo Souza said...

Olá!

Valeu pela força, por ter ido na zauber e pela resenha!

Posso reproduzir sua opinião no meo blog e na comuna da banda no Orkut?!

[]'s

alf (cold eaten plate)

11:50  

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